Declaração

MP investiga cobrança de R$ 255 milhões na dívida da Arena

Promotor do MP-SP aponta inconsistências nos juros cobrados pela Caixa e não descarta que o financiamento da Neo Química Arena já esteja quitado.

Neo Química Arena, casa do Corinthians, em foto de arquivo
Foto de arquivo: Alexandre Breveglieri / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O Ministério Público de São Paulo abriu apuração para investigar se o Corinthians sofreu cobrança indevida de R$ 255,75 milhões no financiamento da Neo Química Arena, feito junto à Caixa Econômica Federal. O procedimento foi aberto depois que uma representação apontou divergências nesse valor nos cálculos da dívida do estádio.

Segundo a Gazeta Esportiva, o promotor responsável pelo caso afirma ter identificado inconsistências nos juros aplicados pela Caixa e não descarta a possibilidade de o financiamento já estar quitado. A informação foi confirmada pelo Torcedores.com, que descreve o procedimento como uma análise dos cálculos do financiamento e das parcelas já pagas pelo clube.

O caso ganhou um contraponto técnico na coluna de PVC no UOL Esporte. O texto lembra que o Corinthians já pagou mais de R$ 1,2 bilhão desde o início do financiamento de R$ 400 milhões junto ao BNDES, mas isso não significa que o clube esteja livre do restante da dívida. Em 2022, durante a gestão de Duílio Monteiro Alves, o clube admitiu uma dívida de R$ 611 milhões e assinou um refinanciamento com correção de CDI mais 2%.

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A divergência entre os valores pagos e o saldo reconhecido pelo próprio clube em 2022 é justamente o ponto que o MP-SP quer esclarecer antes de concluir se houve cobrança indevida por parte da Caixa.

Identidade visual de Corinthians
Arte/A Arquibancada
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Com informações de ge.globo, Gazeta Esportiva, Torcedores.com e UOL Esporte.

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