Por que a Libertadores se chama Libertadores?
O maior torneio do continente carrega no nome uma homenagem aos líderes da independência da América do Sul. A história em dois minutos.
Todo mundo fala o nome, quase ninguém lembra de onde ele vem.
A homenagem. Quando a Conmebol criou o torneio continental de clubes, em 1960, a escolha do nome foi uma reverência aos personagens que lideraram as independências da América do Sul no século 19: Simón Bolívar, José de San Martín, Bernardo O’Higgins, Antonio José de Sucre e companhia. Eles eram chamados, em espanhol, de “los Libertadores de América”. Batizar a copa com esse nome era dizer que o futebol do continente tinha uma identidade própria, separada da Europa.
O contexto. A Europa tinha lançado a Copa dos Campeões em 1955, e a América do Sul queria o equivalente. A primeira edição, em 1960, teve só sete participantes e coroou o Peñarol do Uruguai. O torneio cresceu até virar o que é hoje: a obsessão máxima de qualquer clube do continente.
Curiosidade que ajuda a entender o peso. O troféu e o hino da competição tratam a copa como patrimônio continental, e é comum ouvir na Argentina e no Uruguai que ganhar a Libertadores vale uma temporada inteira. No Brasil, essa cultura cresceu forte a partir dos anos 90, e hoje o país vive uma era de domínio no torneio.
A cobertura da competição fica em Libertadores, e os jogos da semana estão na agenda.
