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Como funciona o VAR: o que ele pode e o que ele não pode rever

O árbitro de vídeo não existe para reapitar o jogo — existe para corrigir erro claro em quatro situações específicas. Entenda o protocolo.

O mal-entendido mais comum sobre o VAR é achar que ele pode rever qualquer lance. Não pode, e isso é de propósito.

As quatro janelas de intervenção. O protocolo internacional limita o vídeo a: (1) gol ou não-gol, incluindo impedimento e falta na origem da jogada; (2) pênalti marcado ou não marcado; (3) cartão vermelho direto, nunca o segundo amarelo; (4) erro de identificação, quando o árbitro pune o jogador errado.

O padrão da intervenção. Mesmo dentro dessas janelas, a cabine só chama o árbitro se enxergar erro claro e óbvio ou incidente grave despercebido. Lance de interpretação, foi falta ou foi jogo de corpo?, segue com a palavra final do árbitro de campo, com ou sem monitor.

Quem decide é sempre o de campo. O VAR recomenda; o árbitro revisa no monitor e decide. As exceções são as decisões factuais, tipo impedimento milimétrico ou bola que saiu de campo, em que a cabine informa e o campo apenas acata.

Por que parece loteria? Porque o limite entre “erro claro” e “interpretação” é, ele próprio, interpretativo. É aí que mora toda a polêmica, e é por isso que o protocolo manda intervir pouco: um VAR que reapita tudo transformaria cada partida em um julgamento de duas horas.

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